Quais atividades vocês gostariam de ter neste semestre?

domingo, 15 de maio de 2011

POR UMA TEORIA POLÍTICA ESPECÍFICA EM MARX: UM CONFRONTO COM A TRADIÇÃO MODERNA



Prof. Romero Venancio (UFS)

PROGRAMA:
I. Como Marx entendia a teoria política Moderna, a partir de Maquiavel. Ou da Política ao Político.
II. Crítica da filosofia do direito de Hegel: introdução. Ou política, religião e filosofia alemã
III. A questão judaica. Ou a questão da emancipação na política moderna
IV. Luta de classes na Alemanha. Ou de uma crítica histórica a Arnold Ruge

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
MARX, Karl. Crítica da filosofia do dire ito de Hegel. São Paulo: Boitempo, 2005.
_________. Sobre a questão judaica. São Paulo: Boitempo, 2010.
_________. Lutas de classes na Alemanha. São Paulo: Boitempo, 2010.
ABENSOUR, Miguel. A democracia contra o Estado. Marx e o momento maquiaveliano. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.
POGREBINSCHI, Thamy. O enigma do político: Marx contra a política moderna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.

Data: 16 a 20 de Maio
HORA: 14 AS 17h.
LOCAL: Sala 506 do CCHLA.

*Aberto a ouvintes interessados no debate crítico.

UFPB sedia I Colóquio de Educação Ambiental


Evento acontece de 3 a 7 de agosto no Campus de João Pessoa numa realização do Centro de Educação.


O evento, que ocorrerá de 3 a 7 de agosto, nos Auditórios da Reitoria, do Centro de Educação (CE) e em salas de aula do CE, tem realização do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação (PPGE/CE) da UFPB, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) “Educação Ambiental e Ensino de Ciências” (GEPEA/GEPEC), participação da Rede de Educação para o Semiárido Brasileiro (RESAB) – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual de Campina Grande (UEPB), Universidade Estadual do Rio do Norte (UERN), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Universidade Regional do Cariri (URCA), e patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Prefeitura Municipal de Mari e Prefeitura Municipal de Alagoa Grande.

Segundo o Coordenador Geral do Colóquio, Professor Francisco José Pegado Abílio, “o I Colóquio de Educação Ambiental para o Semiárido tem como propósito fortalecer, divulgar e desenvolver o interesse e as ações de Educação Ambiental na perspectiva da convivência com o Semiárido, fomentando espaços coletivos de articulação e trocas de experiências entres os diferentes setores da sociedade, no sentido de aliar esforços fortalecendo o papel da sociedade frente à conservação e/ou preservação do bioma Caatinga, bem como a formulação, estabelecimento e implementação de políticas públicas para o semiárido Nordestino.” Além disso, completou, “o evento simbolizará o processo de mobilização dos mais variados profissionais (pesquisadores, professores, estudantes, representantes do governo, ONGs) da região Nordeste com a finalidade de estabelecer espaços de discussões e diálogos envolvidos nos diversos espaços de articulação da EA para o semiárido nordestino.”

Para o evento são esperados 400 participantes da região Nordeste, representando os diferentes espaços educativos e da sociedade civil. Nele serão realizadas atividades programadas na qual incluem conferências, palestras, minicursos, mesas-redondas e apresentação de trabalhos orais (GTs), apresentações culturais, assim como o lançamento e feira de livros.

Inscrições, programação e informações podem ser obtidas no endereço eletrônicohttp://sites.google.com/site/coloquioea/.

AULA INAUGURAL DO PROJETO DE EXTENSÃO GÊNERO E SEXUALIDA‏DE





A PRAC/COPAC, a Diretoria do Centro, o Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar
de Pesquisa e Ação sobre Mulheres e relações de sexo e gênero- NIPAM e a Profª Anita Leocádia Pereira dos Santos, convidam a todos para a aula inaugural do Projeto de Extensão ''Gênero e sexualidade em debate, pela construção da PAZ'' que será realizada no CCA, no dia 17/5/2011, às 9:00h, no Auditório do Prédio Central,
conforme a programação que segue:


9:00h: Mesa de abertura com Prof. Djail Santos- Diretor do CCA, Prof. Fernando
Augusto-PRAC/COPAC e Representantes das comunidades envolvidas pelo Projeto;

9:30h: Apresentação do Projeto pela Professora Anita Leocádia- DCFS/CCA;

10:00h: Palestra: '' As muitas faces das violências de gênero'' pela Profª. Glória
Rabay- CCHLA/NIPAM.

Agradecemos a presença!

2011 ANO DA EXTENSÃO

Att,

Fernando Augusto
Coord/COPAC/PRAC/UFPB

sábado, 14 de maio de 2011

Noam Chomsky: "Minha reação ante a morte de Osama"


Poderíamos perguntar como reagiríamos se um comando iraquiano pousasse de surpresa na mansão de George W. Bush, o assassinasse e, em seguida, atirasse seu corpo no Oceano Atlântico.

Fica cada vez fica mais evidente que a operação foi um assassinato planejado, violando de múltiplas maneiras normas elementares de direito internacional. Aparentemente não fizeram nenhuma tentativa de aprisionar a vítima desarmada, o que presumivelmente 80 soldados poderiam ter feito sem trabalho, já que virtualmente não enfrentaram nenhuma

oposição, exceto, como afirmaram, a da esposa de Osama Bin Laden, que se atirou contra eles.

Em sociedades que professam certo respeito pela lei, os suspeitos são detidos e passam por um processo justo. Sublinho a palavra "suspeitos". Em abril de 2002, o chefe do FBI, Robert Mueller, informou à mídia que, depois da investigação mais intensiva da história, o FBI só podia dizer que "acreditava" que a conspiração foi tramada no Afeganistão, embora tenha sido implementada nos Emirados Árabes Unidos e na Alemanha.

O que apenas acreditavam em abril de 2002, obviamente sabiam oito meses antes, quando Washington desdenhou ofertas tentadoras dos talibãs (não sabemos a que ponto eram sérias, pois foram descartadas instantaneamente) de extraditar a Bin Laden se lhes mostrassem alguma prova, que, como logo soubemos, Washington não tinha. Portanto, Obama simplesmente mentiu quando disse, em sua declaração na Casa Branca, que "rapidamente soubemos que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram realizados pela Al-Qaida".

Desde então não revelaram mais nada sério. Falaram muito da "confissão" de Bin Laden, mas isso soa mais como se eu confessasse que venci a Maratona de Boston. Bin Laden alardeou um feito que considerava uma grande vitória.

Também há muita discussão sobre a cólera de Washington contra o Paquistão, por este não ter entregado Bin Laden, embora seguramente elementos das forças militares e de segurança estavam informados de sua presença em Abbottabad. Fala-se menos da cólera do Paquistão por ter tido seu território invadido pelos Estados Unidos para realizarem um assassinato político.

O fervor antiestadunidense já é muito forte no Paquistão, e esse evento certamente o exacerbará. A decisão de lançar o corpo ao mar já provoca, previsivelmente, cólera e ceticismo em grande parte do mundo muçulmano.

Poderíamos perguntar como reagiríamos se comandos iraquianos aterrissassem na mansão de George W. Bush, o assassinassem e lançassem seu corpo no Atlântico. Sem deixar dúvidas, seus crimes excederam em muito os que Bin Laden cometeu, e não é um "suspeito", mas sim, indiscutivelmente, o sujeito que "tomou as decisões" de invadir e ocupar o Iraque, quem deu as ordens de cometer o "supremo crime internacional, que difere só de outros crimes de guerra porque contém em si o mal acumulado do conjunto" (citando o Tribunal de Nuremberg), pelo qual foram enforcados os criminosos nazistas: as centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados, destruição de grande parte do país, o encarniçado conflito sectário que agora se propagou pelo resto da região.

Há também mais coisas a dizer sobre Bosch (Orlando Bosch, o terrorista que explodiu um avião cubano), que acaba de morrer pacificamente na Flórida, e sobre a "doutrina Bush", de que as sociedades que recebem e protegem terroristas são tão culpadas como os próprios terroristas, e que é preciso tratá-las da mesma maneira. Parece que ninguém se deu conta de que Bush estava, ao pronunciar aquilo, conclamando a invadirem os Estados Unidos, destruírem o país e assassinarem seu presidente criminoso.

O mesmo se passa com o nome escolhido para a operação: Operação Gerônimo. A mentalidade imperial está tão arraigada em toda a sociedade ocidental que parece que ninguém percebe que estão glorificando Bin Laden, ao identificá-lo com a valorosa resistência dos apaches frente aos invasores genocidas.

A mesma mentalidade imperial se repete quando batizamos nossas armas assassinas com os nomes das vítimas de nossos crimes: Apache, Tomahawk (nomes de tribos indígenas dos Estados Unidos). Seria algo parecido à Luftwaffe dar a seus caças nomes como "Judeu" ou "Cigano".

Há muito mais a dizer, mas os fatos mais óbvios e elementares já são suficientes para nos dar o que pensar.

*Noam Chomsky é professor emérito do Departamento de Linguística e Filosofia do MIT. É autor de numerosas obras políticas. Seus últimos livros são uma nova edição de "Power and Terror", "The Essential Chomsky" (editado por Anthony Arnove), uma coletânea de seus trabalhos sobre política e linguagem, desde os anos 1950 até hoje, "Gaza in Crisis", com Ilan Pappé, e "Hopes and Prospects", também disponível em áudio.

Tradução: Cubadebate


Fonte: http://www.miraculoso.com.br/

sexta-feira, 13 de maio de 2011

LULA SERÁ PROFESSOR HONORIS CAUSA DA UFPB


O reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Rômulo Polari, anunciou nesta terça-feira (10), que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (foto) será homenageado com o título de Professor Honoris Causa da UFPB.

A informação foi confirmada durante entrevista concedida ao programa Polêmica Paraíba veiculado pela Rádio Paraíba, 101,7 FM.

De acordo com o reitor, o título será concedido pelos relevantes serviços prestados à universidade enquanto presidente da República.

O reitor lembrou que durante a gestão de Lula à frente da Presidência do país, a UFPB recebeu inúmeros incentivos que possibilitaram praticamente a duplicação do número de cursos de graduação, além de diversos benefícios que possibilitaram melhorias até na estrutura física da instituição.

A data da solenidade de entrega do título ainda será estudada e agendada, em conjunto com a assessoria de Luis Inácio, de modo tal que seja possibilitada a vinda do ex-presidente à Paraíba.


Fonte:

http://www.paraiba1.com.br/polemicapb/2011/05/10/lula-sera-professor-honoris-causa-da-ufpb/

terça-feira, 10 de maio de 2011

Palestra: Los seminarios y talleres de tesis: Estrategias pedagógicas respecto de la escritura de los trabajos finales


Palestra: “ Los seminarios y talleres de tesis: estrategias pedagógicas respecto de la escritura de los trabajos finales” Com a professora Elvira Arnoux (UBA)‏


Quinta feira 12/05, às 09:30h (auditório do CE).


Pilar

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Departamento de Letras Estrangeiras Modernas - UFPB.

Griots 2011: II Colóquio Internacional de Culturas Africanas


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem do Departamento de Letras realizarão no período de 25 a 27 de maio de 2011, na cidade de Natal-RN, o II Colóquio Internacional de Culturas Africanas – Griots, dando assim continuidade à iniciativa que em 2009 organizou o I Colóquio de Culturas Africanas: Linguagem, Memória e Imaginário.

Esse evento oportuniza diálogos importantes entre professores, pesquisadores, discentes e escritores interessados em discutir questões envolvendo África, A segunda edição do Colóquio “Griots” traz novos desafios não apenas envolvendo questões voltadas à literatura africana, mas visa ampliar debates sobre a importância das mídias em torno da luta contra todo tipo de violência, preconceito e racismo.

O racismo evidencia as consequências da opressão exercida por uma cultura dominante, que atinge as comunidades afro-descendentes, atinge a cultura, mas também a política e o ser psíquico. Nesse sentido, o Griots 2011 analisa a violência excedente em um mundo que subverte e altera tanto as coletividades quanto os sujeitos em seu devir pessoal.

Ao abrigar um evento dessa natureza, estamos falando sobre a desigualdade e a redução do sujeito em objeto, da substituição do ser pelo ter, estamos falando sobre o apagamento de línguas marginalizadas, estamos falando sobre as conseqüências da modernidade em um mundo desprovido de seu maior luxo: as relações humanas.

Se é pela cultura que se dá a criação das fagulhas do imaginário racista, é pelo discurso que ele se estabelece no meio de nós. Nos sistemas capitalistas, entre o explorado e o poder, interpõe-se uma multidão de discursos sobre a moral humana. Quadros e giz a postos nos muros das escolas públicas e particulares. Muro convite. Muitas vezes discriminação e preconceito também começam dentro da sala de aula: silêncio. Cale-se. Eu sou a voz, você apenas o ouvido, você é o meu não; eu sou o seu sim. E ponto final na lição. Na hora da prova: d’escola a cola que não descola.

Em meio a tudo isso, quem faz uso da escopeta, das balas perdidas, dos meninos “aviõezinhos”? Onde se esconde a violência que se estatela dos guetos aos semáforos? Por quais luxos batem em rostos plugados no mundo virtual? Por quais terras invadem a noite dos travestis naufragando a igualdade? Nos espaços para abreviar grafites, novos poemas se picham: “No mundo, não há vencedor, não há perdedor, há vidas vazias, vidas intensas de poesia”.

Como devemos abrir a porta da poesia para novos canais humanos? Acaso o trinco da porta largou o poema no último verso da escadaria do morro onde não há poesia mais linda do que o silêncio? Nosso modelo de civilização é um fabulário, em meio ao tecnicismo, demarcando a “vaziez” de indivíduos que conhecem de cor e salteado o mundo da tela de um blog, no entanto são desconhecedores do abismo da alma humana. Não conseguimos mais nos conhecer, só conseguimos reconhecer nossa imagem irrefletida num solilóquio sonhador. O narcísico, que não deixa de olhar o lago. A imagem da imagem reflete várias imagens em um só espelho. Como diz Mia Couto [2008]: “Cura-me de sonhar, doutor”.

Conhecemos uma sobrecarga de informações, contudo não conhecemos o que há de nós em nós mesmos. A fome faz conhecer a Terra; a sede o mar. O grande desafio desse século é o de todos os séculos: “Conhece-te a ti mesmo”? Atualmente vivemos os reflexos da caverna de Platão, adoecemos das sombras de imagens que jamais tocaremos a valer. Adoecemos de conhecimento, adoecemos por não sabermos viver mais o desconhecido. Adoecemos da falta de encantamento. Adoecemos da escassez de alumbramentos, do que nunca saberemos revelar. Adoecemos da falta de doação humanitária. Adoecemos dos ideais humanizadores. E por não nos sabermos conhecedores de nossa alma, violentamo-nos uns aos outros como se fôssemos bichos primatas, bestializados.

Hannah Arendt [2009], no livro Sobre a violência, diz que temos um excedente de violência na atualidade porque temos um excesso de burocracia no mundo. Vivemos amarrados a um sistema burocrático que nos aprisiona a todos de uma falsa liberdade. Tudo existe em nome da burocracia. Segundo Arendt, não sabemos mais nos dias de hoje como destronar esse tirano.

Nessa perspectiva, o evento Griots analisa a linguagem que nos intoxica pelo discurso da violência, do preconceito, do racismo, pois como salienta Inocência Mata: “os discursos oficiais são sonhos ritualizados, expressões, estereótipos criminosos com que se pretendiam esconder a realidade e erguer respeitáveis fachadas [das figuras públicas] e terríveis máquinas de guerra, que num espaço de um só dia se desmoronou”. Em verdade, somos sujeitos de nossa história, quando somos atores de nossa história política. “Oh, meu corpo, faça sempre em mim um homem que interroga.” [Frantz Fanon]. E quando eu não interrogar, vigiai-me para não esquecer o furo da canoazinha na maré das sereias-respostas.


Fonte e informações: http://www.ufrn.br/ufrn2/coloquioafricano/